domingo, 10 de abril de 2011

Esperança. Fé na vida!


Toda prece é ouvida. Toda Graça se alcança.

Tenhamos todos uma ótima semana.

Iluminada!


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Medo do escuro


"11 crianças morreram no ataque a escola no Rio."

(Site: G1. Globo.com - 07/04/2011)



O que está acontecendo? A sensibilidade, o bom senso e a gentileza não deveriam estar à solta, por aí? Quando assisto aos noticiários e me deparo com notícias como a que chocou o Brasil nesta manhã de outono, penso que estou cochilando, que vou despertar a qualquer momento e que a cortina de terror e sangue de que tratam os telejornais irá desaparecer como a fumaça de cartuchos deflagrados. Às vezes penso que em minha cabeça há apenas bolhas de sabão, asas de borboleta, e pétalas de flores. Caso contrário não conseguiria fantasiar tanto ante a realidade da vida, ante a dureza dos dias que vivemos e vemos escorrer entre os dedos. O Meio Desligado é feito de som, poesia, alegria, sorriso, vibe positiva, sentimento puro e verdadeiro, mas também se sente perdido, fica mudo, se entristece e chora. Como todo mundo. Em outras palavras, eu quero dizer que o Meio Desligado está de luto, em atenção e respeito às dores e lágrimas de tantos desconhecidos que poderiam ser conhecidos meus, afinal, o mal está em toda parte e em todo lugar. Basta que haja seres humanos. [...] Quem será que escolhe o cenário e os a(u)tores de tragédias como essa? Quem será que escolhe o gênero do filme que estamos assistindo? Quem será que gira a roleta, que aciona o gatilho, que toca a trombeta? Não dá para não pensar, para não sentir, não se importar. [...] Por gentileza, não apaguem a luz ao saírem, tá? Não desta vez. O mundo anda carente delas.


Quem é quem?



Oi gente, tudo bem? Eu estava, agora, lendo os comentários deixados aqui no Meio Desligado e, de certa forma, matando a saudade de vocês, claro, quando a campainha daqui de casa tocou. Parei o que estava fazendo e fui, rapidamente, atender a porta. Eram dois rapazes vestindo jeans e camisetas amarelas, dizendo serem da Casa de Recuperação Palavra Viva, e que uma vez por mês eles costumavam passar nas casas pedindo alimento, produtos de higiene pessoal, etc, para ajudar nas despesas da instituição recuperadora. Eu nem sabia que existia essa tal casa de recuperação aqui em minha cidade e para ser sincero nem sei se, de fato, existe. O que eu sei é que eu ajudei dando um pacote de biscoitos [Foi o que achei na hora], pois se existem pessoas trabalhando em prol de ajudar outras a se recuperarem, é louvável e por isso, nós cidadãos devemos também fazer a nossa parte. A verdade é que vivemos num país de sacanas tirados a espertos, que estão sempre arranjando um jeito de tirar vantagem em cima de algum idiota. Eu dei os biscoitos, mas com certo desconforto, pois não sei se eles são quem disseram ser nem se existe a tal instituição à qual disseram pertencer. A verdade é que se eles, ou quaisquer outros, estão vestidos para enganar "eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge..." Se eles, a essas alturas, estão rindo de mim por ter sido feito de idiota, eu só tenho a lamentar por essas pessoas que mentem ao pedir dinheiro ou qualquer tipo de ajuda nas ruas ou nas portas alheias. São pessoas dignas de pena, que levam a vida a se aproveitarem da boa fé de outras. Agora, se eles são quem realmente disseram, dou-lhes os meus mais sinceros parabéns pelo trabalho belíssimo e árduo que desempenham, pois o sol da Bahia é implacável mesmo no outono. Quer saber? Eu estou mais feliz por ter contribuído, mesmo que singelamente com um pacote de biscoitos. Ajudar enobrece e a minha consciência está tranquila. E isso me basta!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Anjinhos de 4 patas





"Alguns Anjos não possuem asas. Possuem quatro patas, um corpo peludo, nariz de bolinha, orelhas de atenção, olhar de aflição e carência. Apesar dessa aparência, são tão anjos como os outros, (aqueles com asas), e se dedicam aos seus humanos tanto quanto qualquer Anjo costuma dedicar-se..."

[...]


Há dois meses, uma amiga muito querida perdeu seu filinho Popó e, de certa forma, não só pelo fato de sermos amigos, mas também pelo fato de eu ser pai do Scoobynho, isso me tocou profundamente. É impressionante a forma como nos apegamos a esses bichinhos. Eles são tão expressivos, fiéis e inteligentes. Seus olhos são tão ricos de carinho e sentimento que nos emocionam. Imagino o quanto está sendo difícil para você, Paty, aceitar a ausência e ter que conviver com ela, mas a vida é assim mesmo, temos que levá-la em frente do jeito que dá. O vazio, todos dizem que com o tempo passará. As pessoas queridas se vão, mas o mais importante delas fica aqui conosco, que são os presentes que elas nos deixaram: O amor incondicional, os momentos juntos, o brilho nos olhos... E no caso do Popó, aquela alegria imensa que ele sentia quando você chegava em casa, o focinho gelado dele encostando em sua perna pedindo colo ou para ficar no sofá contigo, aquela cara de" o cachorro mais sofredor do mundo" na hora do banho, as dicas que ele dava quando queria comer, passear ou quando não estava gostando de alguma coisa. Essas lembranças, nenhum incidente poderá afastá-las de nós. Paty, querida, a minha vontade é que este post possa, singelamente, lhe atingir o coração e quem sabe, amenizar um tanto da saudade que você está sentindo. Afinal, mesmo de longe sentimos o amor nas pessoas e em suas ações. Espero, de coração, que a minha solidariedade possa chegar até você, como uma canção, por tantas coisas boas que já recebi de ti apenas com a tua presença, com a sua energia boa, com a sua pureza e delicadeza. Para você, meu mais afetuoso e apertado abraço!


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Remoto controle




Noite dessas, eu e a Jéu estávamos assistindo TV, quando, “para variar”, minha digníssima esposa mudou de canal durante o intervalo comercial. Ô mania que ela tem de fazer isso, viu? Se eu tinha qualquer dúvida sobre herança genética, não a tenho mais, pois o pai dela faz a mesma coisa e eu fico pra morrer quando isso acontece. Detesto que mudem o canal enquanto estou assistindo, mesmo que durante o intervalo apenas. O pior dessas idas e vindas nos canais é que quando começo a me acostumar com o novo, ela já está a mudar para o anterior. Aí é que a minha paciência vai para o beleléu. [...] É curioso o fato de que a gente convive durante anos com uma pessoa e, ainda assim, não consegue se acostumar com as manias que ela tem. E não se acostumar com os defeitos do outro nada tem a ver com deixar de amar, tá? Não estou querendo dizer isso. Bem, mas falar das manias do ser amado não é o cerne deste post. Não desta vez. Prometo até, algum dia, falar sobre tal assunto que, inclusive, me renderia longos parágrafos, pois eu e a Jéu somos campeões em manias. Temos inúmeras delas, algumas individuais e tantas outras que já são manias nossas mesmo, do casal. É isso aí... Mas voltando ao “núcleo celular” deste post, devo dizer que numa dessas navegadas de canal de minha amada Jéu, eis que observo com meus olhos de lince, durante alguns rápidos segundos, no canto esquerdo do vídeo, como que numa aparição rara, um lampejo, uma dançarina de programa de auditório dançando, se balançando, se contorcendo toda, fazendo caras e bocas, como todas as garotas de auditório fazem. Até aí nada além. Entretanto, o mais inusitado vocês não sabem. Pasmem: _ Ela ainda não tinha silicone. Como um animal em extinção, a mulher destoava geral das demais bailarinas esvoaçantes que desafiavam a gravidade naquele palco. Confesso que doeu-me os olhos já tão calejados de ver e até achar natural aqueles peitos enormes que mal cabem nos topes. A impressão que dá é que eles vão saltar aos decotes e vão parar em nosso colo, enquanto assistimos. [É a TV brasileira...] Ah! Além de não ser turbinada, ela também não tinha aquelas coxas e bunda descomunais das outras dançarinas, que me lembram as negas-malucas do estádio. Fiquei, durante algum tempo, me perguntando o que aquela pobre moça estava fazendo ali e cheguei à conclusão de que ela, logo logo seria tragada para uma mesa de cirurgia e/ou academia de ginástica. Com personal, é claro, que é chique e tá na moda. Sei não! Olha, para ser sincero, eu nem sou contra o tal do implante de silicone, bom que se ressalte, aliás, não sou contra quaisquer outras técnicas utilizadas atualmente a fim de que as pessoas possam atingir o padrão de beleza contemporâneo, afinal, para isso é que existe o tal do livre arbítrio, não é mesmo? Cada cal cuida de si, da sua própria vida e a luta continua companheiro. Ruim é quando a coisa foge ao controle ou é feita sem critério algum. Pensando naquela dançarina [que em breve estará de licença médica, convalescendo num pós-operatório] tão “despeitada”, [refiro-me ao sentido léxico da palavra, viu? E não aceito trocadilhos] lembrei-me daquela pseudo celebridade brasileira, que mora fora do país, costumava aparecer no programa do Gugu e perigava perder os seios naturais, inclusive, de tanto que abusou dos mililitros, ops, digo litros de silicone. Não recordo o nome dela e acredito que nem você seja capaz de lembrar, mas certamente do apelido ninguém jamais esquecerá: Boing-Boing. Ela pôs tanto silicone que seus peitos estavam um verdadeiro “estouro!” [dessa vez permito o trocadilho, rsrs] e vejam no que deu tanta vaidade. Pois é, caros leitores e amigos Meio Desligados, a que ponto chegamos, não é mesmo? Há cerca de cinquenta anos, por exemplo, talvez menos, o espanto seria ao ver uma mulher turbinada e não o contrário. Fazer o quê, né? Mas o bom do tempo é justamente isso, o poder que ele tem de nos transformar, de nos permitir, de nos surpreender, nos reinventar, mas acima de tudo, de nos fazer aceitar. Beijo!


terça-feira, 29 de março de 2011

Sai de baixo!



Galera, estou de volta! Estive ausente por vários longos dias, que [me] pareceram intermináveis, confesso, mas a verdade é que eu estava sem computador até para avisar que estava sem computador. Eu estava, forçosamente, Meio Desligado total, rsrs... Agora tudo está nos eixos, estou novamente dentre vós e realizei um sonho antigo que era atirar meu PC pela janela. Ainda bem que não moro em apartamento, do contrário, coitada da pessoa que recebesse aquela geringonça dos céus, rsrs, o nome da novela seria: "Miolos pelos ares" kk... Sabe? É muito bom estar aqui, de volta, expressando as minhas dores, loucuras, medos, inseguranças, alegrias, trocando experiências, mas, acima de tudo, dividindo a nossa VIBE que é mais que positiva. Eu já estava com saudades. Ah! Se por acaso vocês virem um PC velho, perdido por aí, transmitam-lhe as minhas lembranças, rsrsrs...


domingo, 20 de março de 2011

Vento Sul



Que mania mais chata que as pessoas têm de, ao ultrapassarem um carro, olharem para ver o condutor do veículo ultrapassado. Eles olham pra gente com aquela cara de quem olha para o vaso sanitário após ter depositado lá o que não serve. Hoje à tarde foi assim. Estava eu dirigindo na Avenida 2 de Julho, sentindo aquela brisa fresca vindo do mar, tranquilamente, descortinando a beleza da Baia do Pontal e do Morro de Pernambuco quando alguém me ultrapassou em alta velocidade e deu a básica olhadinha para ver quem era o roda-presa que estava na frente dele. Eu nem liguei, sabe? E até senti pena dele por trafegar tão apressado a ponto de desconsiderar tamanha beleza e encanto naturais, por aparentar estar tão irritado e por deixar para trás tanta perfeição, sem ao menos contemplá-la. Eu sei que, na correria dos dias, nem sempre sobra tempo para apreciar a natureza, a estrada, a vida, sei lá. Mas hoje eu estava sem pressa, estava desfilando pela avenida, sorvendo aquele ar puro, sentindo aquele vento fresco, quase gelado, tocando a minha pele, inundando os meus poros e pude então perceber o quanto nos tornamos acelerados, impacientes, inquietos, frenéticos... Me deu uma vontade imensa de ficar ali parado para sempre, recortando o tempo, costurando aquele momento, eternizando-o. Não era data especial, era só um dia comum em que eu não estava apressado, não iria trabalhar nem tinha compromissos. A Jéu estava trabalhando e naquele instante eramos só eu, a paisagem, o meu carro a menos de 40 por hora e o sibilar do vento sul, cortando o silêncio de uma tarde amena de final de verão. Momentos de traquilidade como esse é que quero para as nossas vidas.


quarta-feira, 16 de março de 2011

Boa noite querida! [O que há de moderno]


Será que algum dia eu me permitirei viver o hipotético mais elevado grau de intimidade, sensibilidade ou coisa qualquer que o valha de que trata a imagem acima? Isso é que eu chamo de realidade virtual [rsrs] Eh meus amigos, é a tecnologia a serviço da vida! Aproveitem ao máximo os velhos tempos que ainda nos restam. Os velhos tempos do toque, do carinho, do aperto de mão, do "eye contact" porque depois dele, salve-se quem puder. Quem viver verá!

domingo, 13 de março de 2011

Não vou citar nomes


Pior que a maldade é a falsa bondade. Lobos em pele de cordeiro me assustam por vários motivos: Pela condescendência forçada, pelo sorriso fácil e também pelo fato de eles estarem à solta, todos ávidos por mostrarem as garras, silenciosamente, no ambiente de trabalho, na universidade e por vezes, até mesmo no seio de nossa família. São sorrateiros como ratos, como cobras à espreita, prontas para o bote. Acredito ser mais difícil defender-se daquilo que não está claro, portanto duvide daqueles que costumam ficar em cima do muro, dificilmente se posicionam ou expõem pontos de vista contrários aos seus e demonstram estar sempre apoiando as suas decisões. Na maioria das vezes essas pessoas, pelas costas, te detonam sem piedade. Todo mundo conhece e evita alguém assim artificial, dissimulado, pérfido, traiçoeiro, que nunca nos deu motivo “real” para que duvidássemos dela, mas ainda assim o sangue não bate e não há santo que faça a gente gostar dela. Geralmente, são pessoas efusivamente alegres, presentes, mas que, por algum motivo que não saberia definir, não nos inspiram a mínima confiança e ainda nos desenergizam. [Af! Nem sei se existe essa palavra, rsrs] Eu prefiro os que berram, os que mostram com quem estamos lidando logo de cara, e que, talvez por essa razão, de imediato, sabemos, ou ao menos supomos, o que deles esperar. Estes, apesar de explosivos, mostram logo a que vieram. Neste post eu estou falando de, pelo menos, meia dúzia de gente, em especial. E você caro leitor, neste exato momento, está pensando em alguém para dedicar este artigo?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Vamos lá!



Olá amigos, tudo beleza? No mês do teatro eu e a Jéu viemos convidar vocês para assistirmos juntos ao espetáculo As Bondosas, aqui em Ilhéus. Nós iremos no sábado, dia 19 e contamos com a presença de vocês. Inté!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Caixinha surpresa



Oi Flavinha, tudo bem? Viemos [Eu e a Jéu] te desejar feliz aniversário. Tá vendo essas flores? Pois é, elas são para você! Não só pelo fato de hoje ser o seu aniversário, mas por tudo o mais. Pela amizade, companheirismo, gentileza, carinho e acima de tudo, pela entrega. Por sabermos que podemos sempre contar contigo [e a recíproca é verdadeira]. Você é, para nós, uma irmã muito querida! Na caixinha, pusemos várias coisinhas para te dar de presente junto com as flores. Tem um pouquinho de amor, chamego, felicidade, sucesso, sossego, sorte, saúde, paciência, paz, realização de sonhos e uma tonelada de beijos doces, para você nunca mais esquecer. Mais tarde iremos aí em sua casa te ver, tá?

segunda-feira, 7 de março de 2011

As dores do mundo



Para que desesperar, cortar-se, mutilar-se, suicidar-se? Por que não aceitar a dor, a ausência, a indefinição, o acaso, a má sorte e tirar um melhor proveito deles? Se tiver de lamentar-se, faça-o. Chorar faz bem, acalma a alma e revigora os ânimos. É um mecanismo que o corpo humano utiliza para purgar aquilo que nos aflige. Situações que nos abalam, incomodam e nos fazem sofrer, nem sempre às escolhemos. Daí a continuar arrastando correntes e permitir-se ser chamado de coitadinho, além de ser opção, não faz de ninguém um mártir, tampouco faz crescer. Hoje, com a Internet, a dor que se sente é, geralmente compartilhada e difundida por meio de mensagens de perfil, nas famigeradas redes sociais, para todos os usuários que porventura tenham acesso, amigos ou não. Os textos abaixo pesquei de alguns perfis de Orkuts de amigos e, apesar de eu não estar passando por nenhuma situação difícil, coadunam perfeitamente com o que quero expressar neste post. Observem:

“Só depois que algumas pessoas saem de nossas vidas é que então nós percebemos que elas poderiam ter saído bem antes.”

“ O tempo prova quem é quem”

“Não adianta me procurar, nem se arrepender.”

" Como seria bom se pudéssemos colocar a dor em um envelope e devolvê-la ao remetente."

Dentre essas frases e tantas outras que li hoje pela manhã, a que mais gostei foi a seguinte: “Tudo em nossa vida vira passado.” Logo, a partir dessa leitura, é possível concluir que viver as emoções, cavalgá-las como a cavalos selvagens é natural, contudo, é importante entender que nada durará para sempre. Pois, como diz a sabedoria popular, não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe. Portanto, sigamos em frente companheiros! Como diria a Zélia Duncan, apesar da chuva, apesar da hora, apesar dos pesares. Beijo e até breve!


quinta-feira, 3 de março de 2011

Acompanhante de luxo


Não existe atividade mais exaustiva para um marido, mesmo que apaixonado pela esposa, que acompanhá-la durante as compras. Meu Deus! Homem é tão mais prático. Ele entra numa loja já sabendo o que quer comprar e só veste aquilo que, definitivamente, vai levar. A mulher não! Quando ela vai às compras, tem que ser com tempo para olhar as vitrines e mandar descer todo o estoque. Geralmente, são indecisas e algumas até consumistas. Vestem uma dúzia de peças para levar apenas uma ou, na maioria das vezes, nenhuma. A roupa não pode ter listras horizontais para não aumentar o culote, não pode ser muito justa para não salientar a barriga, não pode ser muito curta para não ficar vulgar, não pode ser muito estampada para não manjar logo, não pode ser muito fechada porque não valoriza a boa forma física, não pode ter modelos iguais na loja para não correr o risco de encontrar outra mulher no mesmo evento com a roupa igual... Af! Na hora de comprar os calçados, aí é que a coisa fica preta de vez! Elas calçam dezenas de pares, isso mesmo, têm que calçar os dois pés, para ver se não vai apertar aqui e acolá, se não vai fazer calo, etc. Os saltos são como arranha-céus. Os mais vertiginosos possível. Elas calçam na chegada na festa e quando vão para a pista de dança os coitados ficam esquecidos sob a mesa, afinal, não há pé que aguente ficar a noite toda arrebitado. Eles são usados para realçar a roupa, chamar a atenção das outras mulheres e matá-las de inveja, até porque, todo mundo sabe que uma mulher se veste pensando em outra mulher, não é mesmo? [mulher é o cão!] Toda mulher que se preza, é uma centopeia nata, e está sempre reclamando que está sem sandália de salto nova, sem sandália rasteira, sem sandália com traseira, sem salto ana bela, sem modelinho fechado e por aí vai... Vestido de festa então, esse é uma novela para escolher e ainda por cima, dificilmente será usado mais de uma vez. Ai, ai... Ser mulher deve ser mesmo muito complicado, viu? Deixa-me a cá, a acompanhá-la durante as compras, [o que me resta?] a dar opiniões que são, em sua maioria, rejeitadas e a observar o gosto feminino, que é, no mínimo, curioso.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

? (Quem eu sou)




Nem sempre gosto da imagem de bom moço que fazem de mim, pois ela me aprisiona, me impede de ser eu mesmo, de cometer enganos, de arriscar, por receio de decepcionar. Não que eu goste de cometer equívocos, não é isso. Mas posso afirmar que não é nada confortável tentar não ser humano, para continuar agradando. Incomoda-me muito, por exemplo, toda vez que alguém se choca ao ver as minhas tattoos e solta o já tão, por mim, conhecido texto: Nooossa! Mas pra que tanta tatuagem? Oxente, quem olha pra você, que te conhece, não diz que você tem seis tatuagens. Essas tatuagens não têm nada a ver contigo. Você é rebelde sem causa, é? (...) P**** meu! Cada um faz da vida, do corpo, o que quer. As tatuagens que faço, as coisas que como, visto, amo, ouço, transo, são problemas meu! Sempre quis me tatuar e quando resolvi fazê-lo, procurei o melhor estúdio, o melhor profissional, justamente por entender que tatuagem é arte e que manchar o corpo com qualquer porcaria não é legal. Será que essas pessoas me conhecem o quanto dizem conhecer? Se conhecessem lá no fundinho de mim, saberiam como sou de fato e que as minhas tattoos estão longe de serem sinônimo de rebeldia, mas sim de liberdade. Liberdade de mim mesmo, da casca que começa a apodrecer e a cair, para revelar quem sou realmente. E para aqueles que ainda não sabem e insistem em ser desagradáveis e indiscretos, lamento informar, mas as minhas tatuagens têm tudo a ver comigo sim. Cada uma delas tem um significado especial para mim, representam fases importantes da minha vida. Hoje, com quase 33 anos de idade, posso dizer que a prisão sem muros começou a ruir desde os 30. E o Meio Desligado é uma das formas que encontrei para ser quem sou, para expressar o que penso, para dizer o que me vem à cabeça, para extravasar. As frases de choque aumentaram consideravelmente, e não estou nem um cadinho preocupado com isso. Tenho seis tatuagens sim, farei a sétima em breve, e se farei a oitava quem poderá saber se farei? Nem eu. Estou vivendo a minha vida, só isso. Não que eu tenha me transformado num monstro egocêntrico e bruto, não é isso, o que me aconteceu é que não me apetece mais sustentar idealizações ou imaginários populares. Sou uma pessoa real, de carne e osso e com vontade própria. A transparência, a verdade e a sinceridade é que deveriam agradar aos outros e não a condescendência plena. E quanto a este post, ele é um desabafo sim e devo ainda salientar que a intenção não é aborrecer alguém, mas acordar outras.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Miopia



Estamos sempre nos deixando enganar pelas aparências, criando ilusões, fantasias, falsas expectativas durante a vida...


Nos enganamos com o que vemos, com aquilo que julgamos ter visto, ou com o que preferimos enxergar...



Acreditamos sempre que a verdade é apenas aquilo que está em nossa mente e esquecemos de ousar, tentar outras possibilidades.




Quando vi esses quadrinhos pela primeira vez, pensei no quão cegos podemos nos tornar. No quanto somos, limitados, falíveis e facilmente induzidos ao erro. As aparências podem enganar aos desavisados, mas passada a euforia dos primeiros momentos, podemos perceber que o mundo é múltiplo, que as interpretações são múltiplas e que a vida é exatamente aquilo que fazemos dela.
Have a nice weekend!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Aproveitando tudo



Até hoje eu não consegui ser tudo o que eu queria ser, mas apesar de me dar conta disto, não vivo uma existência angustiada, como aqueles que, de tanto tentar projetar o futuro, acabam absortos em planos mil e com isso não aproveitam o presente. Sou alguém que já trilhou alguns caminhos dessa vida, que já provou alguns tantos punhados de dor e alegria, sobreviveu a experiências impostas, frustrações e até derrotas, mas que hoje vive em calma, em paz com a alma, com a minha idade, com meus pensamentos e com os frutos que consegui colher até aqui. Alguns podem achar que eu, aos 32 anos, já tenha morrido para o mundo, mas não é nada disso. Continuo ambicioso, como todo mundo, mas não permito que a cobiça e o interesse material mandem em mim ou ditem o rumo que devo tomar. Acredito que temos que buscar nosso lugar ao sol, mas acredito também, que as coisas só acontecem quando elas devem acontecer. E enquanto elas não acontecem, vou seguindo o meu caminho, devagar e sempre. A maturidade me faz enxergar o mundo, a vida e as pessoas com olhos mais apurados, buscando extrair o melhor que eles possam apresentar. Parei de reclamar e percebi que um dia nublado ou chuvoso é, também, um dia abençoado, pois como diria o Almir Sater, é preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder seguir, é preciso a chuva para florir. Tudo o que os livros puderam me ensinar eu aprendi. E ainda assim estou aqui, disposto a viver e saber mais, aproveitando tudo o que a vida tem pra dar.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Viva a noite!




Ontem à noite eu e a Jéu saímos para dar uma volta e resolvemos comer alguma coisa lá no Boteco Sushi. Comemos alguns Hamurakis, que, inclusive, estavam deliciosos e na sequência, como "todo mundo espera alguma coisa do sábado à noite", resolvemos passar pela porta do show da Maria Gadú. Pois é, ontem teve show dela aqui em Ilhéus. Eu não havia postado nada a respeito aqui no blog, porque, a princípio, eu não iria para o show, então nem comentei com vocês. Ela esteve aqui na cidade recentemente, em março passado para ser mais preciso, e como ela não havia gravado disco novo, exceto o ao vivo que, de certa forma, é um pouco de mais do mesmo, não tem pra onde correr, eu e a Jéu havíamos decidido que não iríamos novamente, apesar de o show do ano passado ter sido excelente. Pois bem, voltando ao início do post: Saímos do Boteco Sushi por volta das 22:00 e passamos pela porta do show para sacar o movimento, coisa e tal e tal e coisa, e eis que conseguimos logo de cara, não me perguntem como nem com quem, pois é segredo de estado, duas cortesias para ficarmos no camarote. Iupiiiii, entramos em seguida. Galera o show foi demais da conta. Mais uma vez, uma beleza! Ela cantou lanterna dos afogados, trem das onze e mais duas em inglês que não sei o nome, o restante, que eu me recorde, foram as músicas do primeiro disco, mas foram cantadas com bem mais emoção e desenvoltura, pois, apesar de extremamente tímida, a Gadú estava nesse mais soltinha que no show passado. Encontramos a Flavinha, a Tika e a Carina, amigas e leitoras do Meio Desligado por lá. Após a Gadú, o Jáu comandou a festa e pôs todo mundo para dançar com seu repertório de sucessos já consagrados no cenário musical baiano. Confesso que eu a Jéu, a Tika e a Carina, nessa etapa do show já estávamos cansados e devidamente sentados, pois não tínhamos pique para tanto o mais. É, sem dúvida, o peso da idade chegando, rsrs... Ah! Já ia me esquecendo. O show foi aberto pela querida Brena Gonçalves, que agora juntou-se a mais um casal de cantores e formaram um trio parada dura, rsrs... Eles disseram, durante a apresentação deles, o nome do grupo, mas não consigo me lembrar para escrever agora. A Brena eu já conhecia e essa foi a terceira vez que a vejo cantar. O outros dois também são muito bons e juntos eles são maiores ainda. Rola uma química interessante entre eles no palco, o que agradou e entusiasmou muito a galera e fez todo mundo cantar junto num coro gigantesco, sobretudo durante a canção Bem que se quis, da Marisa Monte. Foi lindo e emocionante de ver! Resumindo, para que este post não fique muito extenso: A noite fora maravilhosa! Só gente bacana, que curte um bom som. Meus ouvidos ainda estão inebriados de tanta música boa! Agora, de volta à realidade, estou eu a cá, a digitar este post e a ouvir, ainda que contrafeito, o som brega dos meus vizinhos que insistem na ideia maluca de que toda a rua tem de ouvir o som que eles gostam. Dá pra ser? Claro que não! Alguém aí sabe me explicar o porquê de as pessoas que possuem uma preferência musical duvidosa, gostarem tanto de ouvir seus batuques no mais alto volume? Oh God, help me!







P.S.: Eu já ia publicar este post quando a Jéu chegou, com a sua indiscutível memória de elefante, e me disse que o grupo da Brena Gonçalves é o Som a Três. Beijo!



sábado, 19 de fevereiro de 2011

É o que penso!



Minha avó já dizia: A pessoa que não, gosta de animais, sobretudo de cachorros, não é alguém de confiança. E ela está coberta de razão. Afinal, uma pessoa que não curte a natureza, certamente não possui qualquer sensibilidade ou tato. Ou seja, é alguém incapaz de reconhecer Deus, no ar fresco que respiramos, na água gelada que cai de uma cachoeira ou de se comover com os olhos pidões de um cãozinho abandonado. Logo, é alguém em que temos que ficar alertas, com um pé atrás, com as sobrancelhas levantadas e com as orelhas em pé. Eu, por exemplo, fico pê da vida quando recebo uma visita em casa e essa pessoa reclama do meu cachorro. É claro que apesar de eu gostar de cachorros, não acho que eles devem permanecer dentro de casa o tempo todo, [calma, é a minha opinião!] pois o cheirinho que eles exalam, por mais que estejam banhados, tosados, coisa e tal, acabam deixando a casa ou qualquer ambiente com aquele aspecto sujinho, sabe? E apesar de manter o meu Scoobynho no fundo da casa, ele sempre tenta escapulir e acaba entrando, aí eu brinco com ele e levo logo para fora. Ele já sabe como funciona o esquema aqui em casa, especialmente quando tem alguém diferente, mas ainda assim, ele se acha no direito de vir examinar a pessoa, cheirar, lamber e fazer o seu reconhecimento, rsrs... Quando a visita gosta, tudo bem, se encanta com ele que é um principezinho super carinhoso. Mas quando a pessoa não é fã de cachorros, oops! temos aí um problema. Fico pra morrer quando a visita é daquelas histéricas que gritam com o animal. Ele está na casa dele pô! Admito que o meu Binho seja um cão babão, extremamente carente, daqueles que ficam no pé da gente e que não gosta de gargalhadas, palmas, celulares, câmeras digitais e ainda por cima não gosta que se aproximem muito de mim. Mas é o jeito dele ora bolas! E se tenho de aturar os defeitinhos de quem quer que seja em nome da amizade ou para manter as relações, porque com o Binho seria diferente, se ele me ama incondicionalmente? Sei que todo esse grude não passa de excesso de amor e zelo. Ah! Confesso também, que ele tem um cio atrasado que é um pesadelo para qualquer morador desta casa. Quando alguma cadela na rua entra ou sai do cio, ele fica atormentado e late exaustivamente por dias a fio. Completamente apaixonado, com os olhos arregalados e quase em transe, ele fica sem se alimentar e aí esqueçam, então, todas as qualidades supracitadas, porque ele fica realmente insuportável com i maiúsculo. Só me resta pedir a Deus para que esses dias passem logo e ele volte a ser o filhinho do papai, bonzinho como antes. Com dez anos de idade ele ainda é um cão virgem. [Donzelo, como dizemos aqui na Bahia, rsrs] Eu fui exigente demais na busca por uma parceira para ele, e segundo o meu “faro de pai protetor”, nenhuma cadela era boa o suficiente para ele. Ocorreu que o tempo passou e agora, ele não tem mais o mesmo vigor de outrora. E para ser sincero, acho que ele nem sabe como se faz o negócio, pois esses dias ele ficou totalmente perdido ao lado da tal cadela que entrou no cio aqui na rua. Eu amo o meu cachorro como a uma criança e não admito, sob qualquer hipótese, que ele seja maltratado ou desrespeitado, sobretudo em minha casa, por quem quer que seja. Afinal, quem ama a natureza e é capaz de enxergar Deus nas pequenezas, nas plantas, nas crianças e nos animais sabe do que eu estou falando. Abraços a todos e mil lambidinhas!


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Alguém como você



Jéu, minha Preta, você é tudo pra mim. Meu céu azul, meu mar aberto, meu banho de luar. Quando eu penso numa mulher para dividir momentos de glória ou fracasso, alegria ou angustia, fartura ou desespero, prazer ou dor, é em você que eu penso. E eu nem preciso sonhar contigo, porque você está logo aqui, ao meu lado, me dando beijocas e broncas. Todas as manhãs, todas as tardes e noites. Eu simplesmente te adoro! Como o sal ao mar, como a semente a chuva, como o frio ao vinho tinto. "Você é o poema mais bonito que eu já li"



Viva la vida!



"Quando a felicidade bate na porta, muitas pessoas estão no quintal procurando trevo de quatro folhas."