domingo, 31 de janeiro de 2010

"Meu querido, meu velho, meu amigo"



Hoje é o aniversário do meu pai. Dessa grande figura, que mais parece uma cometa e que só aparece uma vez a cada 300 anos. Nós moramos na mesma cidade, mas parece que vivemos em continentes diferentes. Meu pai, carinhosamente conhecido como "Meste Maguina" é o típico bicho do mato, que não aparece nunca, não vai para lugar nenhum, que não sejam a igreja ou trabalho. Fiquei realmente surpreso quando ele apareceu na pizzaria no dia da comemoração da minha graduação, que não me contive e pedi que todos aplaudissem de pé o meu pai, por eu ter conseguido a sua magnífica presença. Eu aprendi muito com meus pais, durante todo o tempo que passei convivendo com eles, mas o meu pai, em especial, me ensinou o verdadeiro valor da honestidade, de se poder andar de cabeça erguida, sem nada dever a ninguém. É claro que quando crescemos, a gente começa a ver que os nossos pais não são aquele poço de perfeição que idealizávamos. Quando atingimos a maturidade começamos a enxergar também os seus defeitos e passamos a reconhecer que eles são humanos e, assim como nós, estão suscetíveis a cometerem falhas. Mas o fato de ter pais tão maravilhosos, apesar de humanos, e de ter convivido tanto tempo na companhia deles fez de mim a pessoa que sou hoje. Eu só tenho que agradecer a Deus pelo presente que ele me deu, quando me permitiu nascer nesta família e pedir que ele continue abençoando-os cada vez mais, para que eles continuem, vivos e saudáveis, capazes de curtir a terceira idade juntos e felizes. Muito Obrigado Meu pai por tudo! Pelas vezes que o Senhor me defendia para que a minha mãe não me pegasse. Pelo amor e carinho que o Senhor sempre teve por nós, mas que, por conta de uma educação machista e retrógrada que recebeu, sempre teve dificuldade em explicitar. Pelos discos e canções inesquecíveis do Rei Roberto, que o senhor costumava ouvir nos dias de domingo à tarde, após o almoço, e que até hoje ainda estão em mim. Pelo excesso de zelo por nossa família, que muitas vezes fizeram o Senhor abdicar dos seus sonhos para tornar possível o nosso. Eu sou muito Feliz e me sinto muito Honrado por ter o seu sangue correndo em minhas veias. Eu consegui apreender o seu melhor. Eu te amo muito "meu querido, meu velho, meu amigo". Em homenagem a tanto que o Senhor já fez por mim eu lhe dedico esse post e canção abaixo, do Rei, um de seus mais belos e imortais poemas.


video


Meu querido, meu velho, meu amigo
(Roberto e Erasmo)


Esses seus cabelos brancos, bonitos, esse olhar cansado, profundo
Me dizendo coisas, um grito, me ensinando tanto, do mundo...
E esses passos lentos, de agora, caminhando sempre comigo,
Já correram tanto, na vida,
Meu querido, meu velho, meu amigo
Sua vida cheia de histórias, e essas rugas marcadas pelo tempo,
Lembranças de antigas vitórias ou lágrimas choradas ao vento...
Sua voz macia me acalma e me diz muito mais do que eu digo
Me calando fundo na alma
Meu querido, meu velho, meu amigo
Seu passado vive presente, nas experiências contidas,
Nesse coração consciente, da beleza das coisas da vida.
Seu sorriso franco me anima seu conselho certo me ensina,
Beijo suas mãos e lhe digo
Meu querido, meu velho, meu amigo
Eu já lhe falei de tudo,
Mas tudo isso é pouco
Diante do que sinto...
Olhando seus cabelos tão bonitos,
Beijo suas mãos e digo
Meu querido, meu velho, meu amigo.




quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Resta saber...


Falam de mim... Dizem do meu sorriso.



Falam demais...


Resta saber: O que ainda irão dizer?

O que falta dizer?




Sempre vai haver alguma canção falando sobre mim.




terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Textualmente transmissível, atemporal e transferível



"O amor nunca morre de morte natural.
Morre porque nós não sabemos reabastecer a sua fonte.
Morre de cegueira, dos erros e das traições.
Morre de doença e das feridas;
morre de exaustão, das devastações,
da falta de brilho."

Manter


"Respeite os outros, mas seja você,
mesmo que pareça bizarro"

Amizade que é amizade...


Meu cão


Ele ouve meu desabafo e se cala
Ele não quer nem saber se estou certo ou quase
Ele me apoia incondicionalmente
E o seu silêncio fala
Linguagens não verbais
Aquelas ouvidas só pelo coração
Ele escuta com o ouvido de dentro
E não me julga
Não repete, não fere,
Não mente, não engana
Não omite, não prefere
Não toma de volta o que foi desprendido
Não nega, não relega
Não finge nutrir um sentimento perdido
Não jura, não promete
Não usa o que eu digo contra mim
Só pede que eu não me esqueça
O quanto ele ainda tem para me dar
E eu quero tanto.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (Parte II)

Hífen

a) O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por “r” ou “s”, sendo que essas devem ser dobradas

Ex.: antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, inrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível

Obs.: em prefixos terminados por “r”, permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.

b) O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal

Ex.: autoafirmação, autoajuda, autoaprendizabem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.

Obs.: esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.

Obs.2: esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por “h”: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.

c) Agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.

Ex.: anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico

Obs.: esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen

Obs. 2: uma exceção é o prefixo “co”. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal “o”, NÃO utliza-se hífen.

d) Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição

Ex.: mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, pára-choque, paravento

Obs.: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constitui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas:

Ex.: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Verão!


Estou assim... derretendo de calor!

Up and Down

Essa semana foi super corrida pra mim, por isso fiquei alguns dias sem postar. E olha que aconteceram duas coisas importantes que valem o registro aqui no Blog. A primeira delas foi o fato de eu ter que decidir ajudar, ou não, o pai da Jéu, que levou algumas notificações no trânsito e, que somando todas elas dariam menos 20 pontos na CNH dele. Caraca! Em apenas um ano ele ficou com somente um ponto sobrando. Quando ele recebeu as correspondências e caiu na real que estava prestes a perder a habilitação ele me pediu para que emprestasse a minha habilitação para que 5 pontos fossem transferidos para a minha CNH. Pronto. Meu mundo caiu!!! Eu que tento fazer tudo certinho, andar na linha, coisa e tal... Me vejo diante da possibilidade de perder 5 pontos sem ao menos ter cometido infração alguma. De início achei o pedido um tanto quanto indecente e até inviável, eu diria, a ponto de pensar de imediato em dizer não. Poxa vida! Os valores que a mim foram passados pelo meu pai não me permitiam fazer tal coisa. Devo confessar que meu pai me estragou. Meu pai é o protótipo da honestidade e ele fez questão de cuidar para que eu e meus irmãos fôssemos da mesma forma. Meu pai, em toda a sua existência, nunca teve seu nome negativado em qualquer coisa que seja. E isso para mim é regra sem exceção. Daí a ter uma notificação redigida em meu nome, o que para muitos pode ser nada, visto que, após a multa ser quitada e passado um ano os pontos retornam, ainda assim, para mim é muita coisa. Muito confuso, eu pedi ajuda a Jéu, mas ela disse que não interferiria em minha decisão. Então eu comecei a pensar em algumas coisas, por exemplo: a) Será que eu não estava sendo muito egoísta em pensar só em mim? b) Será que 5 pontos fariam tanta diferença pra mim, que não tinha perdido nenhum, como fariam para ele que esta a um ponto de perder a CNH? c) O registro cairia depois de um ano e meus 5 pontos seriam finalmente restituídos. d) Ele já havia me ajudado tanto, em tantas outras coisas sem me pedir nada em troca. e) E o meu reconhecimento e consideração ficavam onde nessa história? Na boca do sapo? f) Se eu não o ajudasse e ele viesse a cometer outra infração e perdesse a CNH, como eu me sentiria por não tê-lo ajudado? g) E se fosse eu nessa situação, será que ele faria o mesmo, será que me ajudaria? Pensei e cheguei à conclusão que sim, que ele me ajudaria. h) E a minha consideração pela Jéu? Afinal eu estaria deixando de ajudar o pai dela. A dúvida cruel que me consumiu durante um dia e meio. Eu estava entre a razão e o coração, entre meus princípios e a possibilidade de ajudar alguém importante pra mim, mesmo ferindo o legado mais belo, a mim passado por meu pai. Pensei, pensei e repensei. Me angustiei por dentro e então, finalmente decidi que o ajudaria. Dessa forma, perdi 5 pontos em minha CNH, por ter estacionado um carro em cima de um passeio na Praça Rui Barbosa sem nunca ter estado lá.Minha consciência ainda dói, não vou negar, mas meu coração está tranquilo por tê-lo ajudado, embora até agora não consiga vislumbrar com clareza que tenha feito a coisa certa. Bom, mas nessa semana nem tudo foi agonia. Pois é, a Érica leu uma de minhas postagens sobre a minha odisséia para comprar um violão, se compadeceu de minha situação e me emprestou um violão que ela tinha deixado na casa de seus pais aqui em Ilhéus. Após ler o comentário dela, pela manhã, fui buscar o violão à noite, quando voltei do trabalho. A Fafá disse que ele era antigaço, do tempo de Adão e Eva, "eita exagero". Ele estava protegido por uma capa para violão, meio empoeirada, e faltando a 5ª corda. Após limpá-lo constatei que estava em bom estado e no dia seguinte levei pra aula para que o professor desse uma olhada. Ele gostou demais e disse que o violão era muito bom. Que eu continuasse com ele até que o meu chegasse à loja. Fiquei muito feliz, pois passaria a estudar em casa também. E, enquanto o meu não chegar, esse violão será o “Meu Violão”. Vou aproveitar o ensejo para dizer à Érica o meu Muito Obrigado! Não só pelo empréstimo do violão, mas pelo carinho, atenção e tudo o mais. Bom, sem mais por hoje.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Qual é a senha?


Essa coisa de vida moderna é mesmo de enlouquecer. Temos a nossa disposição algumas maravilhas que facilitam a vida, como computadores portáteis com acesso à NET em qualquer lugar, sem que precisemos ficar plugados a fios e cabos; câmeras digitais cujas fotos podem ser vistas antes mesmo de reveladas, e que podem ser tiradas de maneira ilimitada, pois nos livramos para sempre dos filmes de 12, 24 e 36 poses. Mas por outro lado, a modernização, assim como tudo na vida, apresenta seu lado obscuro, dotado de riscos e perigos, em que a gente é obrigado a se proteger, para não cair no abismo negro que pode se tornar esse mundo digital. Comprar, acessar conta bancária e fazer transferências de valores são algumas das inúmeras vantagens oferecidas pela rede mundial de computadores e utilizadas por milhões de brasileiros. Todavia, essa transações, apesar de ditas seguras, volta e meia acabam fazendo novas vítimas. Ontem pela manhã recebi pelos Correios mais uma senha para utilizar com meu cartão de crédito. Tudo bem que é mais uma medida de segurança, blá, blá, blá... Mas peraê, eu já não aguento mais tanta senha. É senha pra acessar a conta bancária na agência, que já não serve para acesso por telefone, que já deve ser uma terceira para acesso via internet. Nossa! Haja senha. É senha para e-mail, é senha para Orkut, é senha para MSN, é senha para Blog, é senha para locadora de DVD, é senha para cartão de crédito, e olha que eu tenho três administradoras, é senha para acessar o contra cheque no Portal do Servidor, é senha no Cartão Cidadão, é senha no cartão do Pronasci, é senha para o PIN do celular, é senha para ... ... ... ... ...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Love 1999


Hoje é um dia muito especial pra mim, pois hoje faz 11 anos que dei o primeiro beijo na mulher da minha vida. O dia 16/01/1999, era um sábado também, e nós estávamos no aniversário de um ano da filhinha de uma amiga que tínhamos em comum. Já estava tudo arquitetado e como eu nunca fui santo, apesar de auréola e tudo, tasquei logo um primeiro beijo, um segundo e depois um terceiro. O beijo foi tão bom que pulamos juntos o carnaval que veio logo depois, e no último dia de folia pedi a mão dela em namoro. Nossa história começou a ser escrita a partir daquele verão e o amor, paixão e encantamento que nos uniu perduram até hoje. Cada dia te quero mais Jéu, mesmo quando você não está nos seus melhores dias, aliás, aproveitando o ensejo, acredito ser um super herói, pois resisti ileso a exatamente 132 TPM. Meu Deus! Que façanha! Mas é claro que a parte boa é melhor e maior, né? E é pensando nela que digito este post, pois foi essa mulher que viu em mim as qualidades que eu nem imaginava possuir, sonhou pra mim um futuro que eu nem pensava em ter. Sonhou e me mostrou o caminho para que eu mesmo os realizasse. Ela, como diria a Myllena, trouxe a vida para o meu coma interior e fez tudo se reacender. Nós nos amamos muito e nos completamos, e com exceção de às vezes ela brigar comigo pelo fato de eu ter uma memória de peixe, nesses tantos anos juntos nunca brigamos por um motivo real. Ela é meu tesouro, a minha melhor parte, mas ainda assim, nunca consegui entender, de fato, porque ela toma milk shake de chocolate e não de morango, como eu. Ou porque ela gosta tanto da cor cinza e não do vermelho, como eu. Mas fora isso, ela é demais! Ela me faz feliz e entende quando, no verão, não quero que ela me abrace com aquela mão terrivelmente quente que ela tem e que me causa queimaduras de terceiro grau por debaixo dos lençóis. Entende tanto que, nas noites frias, não hesita em me envolver em seu caloroso abraço. Já vivemos tanta coisa juntos, tantas histórias que não consigo me imaginar sem ela. Sem a sua tagarelice crônica a ensurdecer os meus ouvidos. Nossa, já me acostumei a isso também, pois quando ela se cala me incomoda profundamente e peço que fale, fale, fale e fale muuuuuito, porque eu a amo e não viveria um dia sequer se ela perdesse a sua alegria e jovialidade que me conquistaram no primeiro encontro. Obrigado meu amor pelo carinho, lealdade, fidelidade, compreensão, paciência, por acreditar em mim e por insistir tanto em nós, apesar dos meus defeitos e dos meus pesadelos. Desculpa pelas vezes que vi lágrimas em teus olhos. Posso lhe garantir que se lhe fiz chorar não foi por falta de amor, mas por amar demais. O nosso amor está acima das coisas desse mundo. Te amodoro! Não quero ficar sem seu cheiro de flor. With tenderness, Pililico.




(Sei que você gosta de mim - Netinho)


Sei que você gosta de mim
Pela onda que você tira
Pelas horas que você fica aqui
Pelas coisas que você não diz "não"
Pelo som do seu coração

Sei que você gosta de mim
Pelo jeito de dizer "tô nem aí"
Quando digo "não sei quando vou voltar"
Sei que vai me esperar

Sei que você gosta de mim
Sei que você gosta de mim
Sei que você gosta de mim
Sei que você gosta de mim

Sei que você gosta de mim
Mesmo quando você troca o meu nome
E não reconhece a minha voz no telefone
Nos seus sonhos é por mim que você chama
Eu sei que você me ama

Sei que você gosta de mim
Quando me defende até o fim
Quando não acha nada ruim, eu sei
O que dizem os seus olhos, eu sei
Desde a primeira vez

Sei que você gosta de mim
Sei que você gosta de mim
Sei que você gosta de mim
Sei que você gosta de mim


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

TIKARI


Viver um grande amor ou uma verdadeira amizade é isso. É se entregar, sentir, suar, se arriscar. É não ter medo da chuva, do frio ou do escuro. É descobrir o amargo e o doce e todos os sabores.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Depende do ângulo

Quem entende as mulheres?

Don't worry, be happy!


Não se pode ter tudo, afinal, onde você colocaria?

Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (Parte I)




Creio que todos já estão afiados no assunto, mas para quem não leu ainda sobre o Guia Prático da Nova Ortografia Brasileira corra logo para aprender. As mudanças estão sendo feitas de forma paulatina a partir de 1º de janeiro de 2009 sim, já começou, com um prazo de conclusão até o início de 2013. O decreto determina que nos quatro anos de transição sejam aceitas as duas formas.


O que muda?

Por: Marília Mendes


Alfabeto

O alfabeto é agora formado por 26 letras. Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano

Trema

Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano

Acentuação

Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas. Ex.: assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico.

Obs.: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.

Obs 2: o acento no ditongo aberto “eu” continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.

Os hiatos “oo” e "ee" não são mais acentuados. Ex.: enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem.

Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas. Ex.: para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo).

Obs: o acento diferencial ainda permanece no verbo “poder” (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo – “pôde”) e no verbo “pôr” para diferenciar da preposição “por”.

Não se acentua mais a letra “u” nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de “g” ou “q” e antes de “e” ou “i” (gue, que, gui, qui). Ex.:argui, apazigue,averigue, enxague, ensaguemos, oblique.


Não se acentua mais “i” e “u” tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo. Ex.: baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume.



2 mulheres e 1 gato


Quarta-feira pela manhã, chovia em Ilhéus. Na orla, todos andavam rapidamente tentando não se molhar. De repente, duas mulheres começam a brigar no meio da rua. A morena estava agarrada aos cabelos da loira, enquanto a loira gritava palavrões tentando se soltar. A maioria das pessoas, que antes andava apressadamente, parou para assistir. Quando finalmente as duas se separaram, um vendedor gritou: “Cinema grátis, em cartaz Barracão na Orla”. A curiosidade que fez com que eu e muitos parássemos para assistir a briga das mulheres é a mesma que faz com que queiramos ver os acidentes de trânsito, que dão audiência a jornais que estampam brigas e mortes nas capas. Muitas vezes, somos atraídos por comportamentos antissociais, acontecimentos trágicos. O caso Isabella é outro exemplo. No filme "Sem Vestígios", uma agente do FBI investiga um crime que é cometido através da internet. O criminoso em questão seqüestra pessoas, monta uma cena de tortura e transmite através de um site. Quanto maior o número de acessos, no momento da transmissão, mas rápido o seqüestrado morre. É um exemplo extremo da realidade. Por enquanto, felizmente, a nossa curiosidade não mata ninguém! Aliás, aproveitando o ensejo, alguém aí sabe me dizer de onde veio o ditado “A curiosidade matou o gato”? De qual história ele foi extraído? Por enquanto, a única coisa que eu sei é que o gato morreu, né?


Não caio nessa...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Procura-se um Giannini vivo ou morto!


Sábado pela manhã fui todo "sissi" comprar meu violão, mas, quando cheguei na Toca do Som não encontrei o que eu queria. O vendedor disse que o último Giannini elétrico havia sido vendido fazia pouco tempo, mas que o dono da loja havia feito um novo pedido. Hummm... Pra ser sincero, não coloquei fé no vendedor, não... Acho que ele estava me enrolando com a história do novo pedido. Achei que ele ficou sem ter o que dizer... E olha que eu liguei pra loja antes de sair de casa e falei com o dito cujo que disse que tinha o violão na loja e que eu poderia ir buscá-lo. Francamente... Coisas do comércio de Ilhéus... O resultado é que estou sem violão. O último contato com um instrumento foi na quarta passada, visto que ontem não pude ir para o conservatório. Só me resta aguardar pelo meu violão e matar a sede em duas horas/aulas semanais. Tô com a boca seca!

Sound


Eu ainda chego lá!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Pra ser feliz!



A revista “Isto É” publicou uma excelente entrevista de Camilo Vannuchi. O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional. Veja uma das perguntas a seguir e medite.

ISTO É – Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?

Shinyashiki – A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade: A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias. A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema. Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”. Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de pequenas coisas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, ou por não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida…

Que dureza!


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Fafita!


Viva a amizade, viva o amor!

A amizade é o sentimento mais próximo do amor. São irmãos e andam juntos. Eu tenho pouquíssimos amigos, que posso contar nos dedos das mãos, mas quem disse que a quantidade importa? Valem mais a qualidade e a intensidade do amor amigo e a solidez dos laços. A Fabiana é uma amiga muito querida, que já virou uma irmãzona da gente. Já passamos vários verões juntos e sempre que nos encontramos damos altos bordejos, e o riso, claro, é garantido. Já temos algumas histórias pra contar para os nossos netos, inclusive sobre o apelido carinhoso que temos, lembra Fá? A Jéu tem uma grande consideração por ela também, e costuma dizer que a Fá é uma das melhores pessoas que ela conhece, pois não reclama de nada, é uma ótima filha, amiga e que pra ela não existe tempo ruim. Pena que ela mora na "capitá"e a gente no "interiô", mas não tem problema não, porque todo ano tem verão e nós estaremos aqui de braços abertos para lhe receber e bordejar, rsrs. Vou terminar esse post agradecendo a você Fá, por toda a sua atenção, carinho e entrega. Vou aproveitar também a oportunidade para te dizer o quanto nós te amamos e te desejamos saúde, sucesso e sorte. Tenha um 2010 maravilhoso e não se esqueça de regar o bambu, viu? Ah! Quase ia me esquecendo: Seja bem vinda ao Meio Desligado. Um grande beijo, já estamos com saudades.



Pra você, Fá. Bambus verdes, viçosos e hidratados..


Verdade verdadeira!





Neurônio masculino



Num cérebro de um homem estava um neurônio sozinho. Um dia, um outro neurônio passa por lá meio apressado. O neurônio solitário diz:

- Olá! Tudo bem? Como vai? Prazer em vê-lo! Vamos conversar?

O neurônio que passeava pelo cérebro acha estranha a hospitalidade e responde:

- Olá, companheiro! Posso saber o motivo de tanta felicidade ao me ver?

- Quer saber? Você é o primeiro neurônio que vejo passar por aqui depois de décadas... estou sozinho há tanto tempo nesse maldito cérebro...

- Mas espera aí... há quanto tempo você está aqui solitário?

- Bem... desde sempre... sempre estive aqui...

- Cara! tu é muito burro!!!?

- Por quê?

- Desce pro pinto ... Tá todo mundo lá!